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C.A.R.M.E.N.
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Encontro entre produtores e consumidores
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Propostas e soluções possíveis
Necessidade de dar uma outra dimensão a estas iniciativas
Em primeiro lugar houve um consenso para dizer que as parcerias locais solidárias entre produtores e consumidores são essenciais por várias razões (saúde, agricultura sustentável e respeitosa do ambiente, transição energética, coesão social, etc.) e são uma forma de cidadania que é preciso divulgar e alargar uma vez que permitem sustentar pequenos produtores, mas geralmente a população local, nos lugares do interior. Frente ao desequilíbrio demográfico crescente entre o interior e o litoral, as parcerias locais e solidárias entre produtores e consumidores são de facto uma das poucas formas que dão uma resposta real e concreta imediata e sem investimento para permitir as populações do interior a continuar a viver nas suas comunidades. Daí a importância de alargar significativamente o número de consumidores envolvidos para ter um maior efeito.
Soluções possíveis para alargar o número de consumidores
Várias soluções foram apontadas neste sentido:
- Contactar as empresas para propor este conceito aos trabalhadores. A vantagem de fazer isto com empresas é que os empregados podem recuperar o cabaz na própria empresa e levá-lo para casa sem ter que fazer uma viagem especial para isso.
- Contactar os consumidores colectivos: IPSS, cantinas escolares, restaurantes, hotéis, etc.
- Ter um lugar no mercado para dar conhecimento ao conceito. Por exemplo, fazer a distribuição no próprio mercado ou fazer divulgação nos mercados.
- Diversificar os cabazes de maneira a garantir uma melhor adaptação às necessidades de cada família ou consumidor colectivo (diversificação em tamanho e diversificação em conteúdo). Também neste objectivo experimentar novas variedades de produtos para tornar os cabazes mais atractivos e facilitar as trocas de receitas para ajudar os consumidores a encontrar novas formas de consumir os produtos. Para compreender melhor as expectativas dos consumidores foi também proposto fazer um pequeno inquérito para conhecer as motivações dos consumidores que entraram e dos que saíram.
- Alargar o número de lugares de distribuição, incluindo também grandes cidades como Lisboa e arredores (caso de Barreiro), aproveitando dos transportes e viagem já existentes.
- Fazer divulgação nas escolas profissionais, propondo também a realização de um concurso “Master Chefe do Cabaz da Horta”.
- Desenvolver material de promoção: fazer um livro de receitas tradicionais, fazer um website, etc..
Relações com os poderes públicos
A questão da relação com os poderes públicos foi levantadas várias vezes durante a reunião. Por um lado é importante sensibilizá-los para que dêem apoio a este tipo de iniciativa e incentivem os consumidores individuais e colectivos em participar nelas, sendo uma forma de cidadania essencial para permitir as populações do interior de continuar a viver nas suas comunidades.
Por outro lado há necessidade de utilizar e divulgar tudo o que a lei permite. Uma intervenção da Milena a este respeito foi muito interessante. Um grupo de trabalho tenciona se formar a este respeito para divulgar a legislação dos mercados.
Soluções para organizar-se
Tendo em conta o grande número de soluções apontadas e a necessidade de mobilizar o máximo número de pessoas para poder as realizar, falou-se da ideia de constituir grupos de consumidores e/ou produtores por freguesia ou por zona, ou grupos informais de pessoas que se juntam para acções comuns. Cada grupo teria autonomia para organizar as actividades como entender, utilizando a lista das sugestões em cima referida ou imaginando outras actividades.